terça-feira, 20 de outubro de 2015

a esfera e o objeto

_Está vendo essa esfera? - perguntou Schwarzschild.
_Sim - respondeu o outro.
_Um objeto qualquer,  para desvencilhar-se e distanciar-se dessa esfera, precisa tingir a velocidade de escape, que é um mínimo para que se livre da atração gravitacional da esfera, em tal velocidade, a soma da energia cinética e da energia potencial gravitacional do objeto seria zero. O objeto se afastaria da esfera massiva de modo que, se não tivesse mais propulsão, teria a velocidade continuamente retardada e, assimptotamente, ou seja, numa curva tangente apenas ou infinito, o objeto viria a atingir a velocidade zero conforme sua distância da esfera se aproxima-se do infinito.
O outro homem silenciou-se por um momento.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

yhhh

como por um orgasmo transcender patamares orgânicos?
o órgão interno peleja com o tempo

segunda-feira, 22 de junho de 2015

inconsciente x subconsciente (portugues x alemão)

inconsciente = unbewusste

subconsciente = unterbewusste

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(bewusste = consciente) vem de (wissen = conhecido)

-->por isso diz-se que: -aquilo que nega a consciência (inconsciente/unbewusste)
                                     ou
                                     -aquilo que está fora do alcance da/abaixo da                    consciência(subconsciente/unterbewusste)

      é logicamente, desconhecido.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

bobeira - Edson Frederico

ola, me diz como é que é
ola, é nessa que dá pé
eu to, na tua meu irmao
falo, é quente a transaçao

que ficar desse jeito careta não da
pra que tanto, marcou bobeira

Trecho de "O quarto" de Sartrê

Trecho de "O quarto" de Sartrê:

O homem nada pode fazer de seu rosto sem que isso vire jogo fisionômico. Quando ele mastiga conservando a boca fechada, os cantos dos lábios sobem e descem, ele parece passar sem descanso da serenidade à surpresa chorona. Gostais disso, eu o sei, chamais a isso vigilância do espirito. Mas a mim isso me aborrece. Não sei porque; nasci assim.


Monopolizaram o sentido da vida. Espero que compreendais o que quero dizer. Há trinta três anos que me choco com portas fechadas sobre as quais se escreveu: “se não for humanista, não entre aqui”. Tive que abandonar tudo o que empreendi; precisava escolher – ou era uma tentativa absurda e condenada ou era preciso que redundasse cedo ou tarde em seu proveito.

Aprender a não existir

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